Como ser Franciscano?

Província

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Segunda, 05 Abril 2021 19:50

Pascoela 2021

Aconteceu hoje (5) a Pascoela, na capela do Seminário São Francisco de Assis, em Brasília - DF. A comemoração contou com a Santa Missa, realizada às 11h, seguida de almoço fraterno, servido no refeitório do seminário.

A Santa Missa foi presidida pelo Ministro Provincial, Frei Gilberto de Jesus (OFMconv) e concelebrada por demais frades presentes. Dentre eles, párocos, guardiães e vigários das nossas paróquias, bem como alguns seminaristas, irmãs religiosas e colaboradores em número reduzido.

Após a santa celebração, aconteceu a bênção da imagem de São Francisco de Assis no seminário seguida do almoço fraterno.

A cerimônia aconteceu observando as recomendações do Ministério da Saúde em relação ao Covid 19.

 

Carta do Ministro Provincial por ocasião da Páscoa.

O SENHOR RESSUSCITOU! ESPERANÇA!

 

A Páscoa é sempre acompanhada de grande significado para nós religiosos franciscanos, que aprendemos desde os primórdios da nossa formação a valorizar virtude da Esperança, na perspectiva dos votos religiosos. Nossa experiência cristã alcança sua plenitude no encontro com o «Cristo Ressuscitado», o qual vivenciaremos nas diversas celebrações da Semana Santa.

De fato, na celebração dos mistérios pascais nos é proposto exercer o testemunho de fé, na comunidade conventual e na vida de apostolado com o povo de Deus. Tal experiência, fundamenta em nossa vida vocacional, como irmão religioso ou presbítero, nos faz crescer humanamente e fraternalmente na espiritualidade sacramental da Páscoa.

Como frades, vivemos o dom da vida, da vocação religiosa no presente, mas com certeza precisamos olhar para o futuro com olhar da fé, como afirmava o papa Bento XVI refletindo sobre o futuro, a partir do dom presente, na Carta Encíclica Spes Salvi, n.9, onde considerava que «A espera de Deus adquire uma nova certeza. A espera das coisas futuras a partir de um dom já presente». É esse presente, Dom de Deus, na vida religiosa franciscana que é fortalecida na Páscoa do Senhor, vivida por nós religiosos gerando uma grande responsabilidade e uma missão na ressignificação da vida para os confrades, na vida fraterna e para o povo de Deus, na vida pastoral!

O valor da Esperança, com certeza nos emerge no presente, compreendendo as exigências, a experiência do Calvário, no ímpeto da Paixão de Cristo, realizando a vontade de Deus, mas vislumbrando sempre a realidade da graça. Como consagrados e religiosos Franciscanos, somos chamados a apresentar, com grande ardor, à todos os que nos foram confiados e ao mundo, o significado da Fé, da Esperança e da Caridade, pois, mesmo vivendo tempos de penúrias e desafios, somos motivados apresentar a luz da Esperança, como diz o Papa Francisco sobre a Esperança, afirmando que: «A esperança é ousada, sabe olhar para além das comodidades ––pessoais, das pequenas seguranças e compensações que reduzem o horizonte, para se abrir aos grandes ideais que tornam a vida mais bela e digna». Caminhemos na esperança! (Fratelli Tutti, n. 55).

Certamente, todos os frades, em suas realidades conventuais, sofrem os efeitos da Pandemia que revela um tempo de carências e de sofrimentos diversos. Mas, também é um tempo de oportunidades e de respostas às exigências emergentes. É um tempo no qual Deus nos fala de forma nítida, diante da crise sanitária e humanitária e nos diversos conflitos sociais, políticos, econômicos e religiosos que vivemos hoje.

A Ressurreição do Senhor, vivida em sua plenitude por nós religiosos, nos convoca, com nosso carisma e dom, a responder e a revelar a «vida» no meio do caos do mundo presente! A graça de Cristo, que nos permite a experiência da salvação, nos impele a abster-nos de muitos sabores e desejos pessoais, para oferecer-nos cotidianamente a Deus e aos irmãos como sacrifício da ressurreição, de forma particular na vida comunitária.

Portanto, caros confrades, que a “Páscoa do Senhor’’, seja para nós como batizados e como religiosos franciscanos, a nossa Ressurreição e nos dê novo ímpeto e coragem para não desanimar, como nos aponta o Evangelho de São Marcos 16,1 quando o Anjo diz: «Não vos assusteis! ... Ele ressuscitou. Não está aqui». O Túmulo é a figura presente dos assombros, dos sofrimentos e mortes que temos presenciado; não devemos assustar-nos ou acomodarmo-nos. As intempéries da vida presente, nos motivam a olhar com fé e lembrar que Ele ressuscitou! E que apesar da Paixão, Cristo não ficou no túmulo!

Que a alegria de realizar a vontade do Pai, nos sacrifícios, nas entregas, na fraternidade, seja nossa missão de religiosos franciscanos, pois, assim revelaremos a vida do Cristo Ressuscitado, em nossas comunidades paroquiais, conventuais e em nossos apostolados. 

O exemplo do Seráfico Pai São Francisco de Assis motiva-nos a olhar a vida e o mundo na perspectiva do Sumo Bem, pois ele, como diz Celano, «trazia Jesus no seu coração, na boca, nos ouvidos, nos olhos, nas mãos e nos demais membros». (1Cel 115).

Que essa Páscoa seja a oportunidade de reencontro com Senhor e com os irmãos na fraternidade conventual e provincial. Feliz Páscoa! Paz e Bem!

 

Frei Gilberto de Jesus (OFM. Conv)

Ministro Provincial

No dia 20 de março de 2021, celebrou-se os 10 anos do falecimento de Dom Agostinho. Os frades se reuniram no Santuário Jardim da Imaculada, na Cidade Ocidental - GO. O governo provincial, juntamente com os demais frades da Província, formadores e formandos, celebraram a Santa Missa em honra de Dom Agostinho, que foi o fundador da Província São Maximiliano Kolbe e da Missão Kolbe, bem como o idealizador da Missão no Amazonas.

Ressaltamos os valores desse grande homem e de sua imensa importância histórica para a Província. Ao final da Santa Missa, os presentes foram em procissão até a área do futuro cemitério no Jardim da Imaculada, que teve sua construção devidamente autorizada pelas autoridades municipais competentes. Ao fim da procissão, aconteceu a benção do terreno onde será construída a capela mortuária da Província. Foi, de fato, um momento marcante de fé e esperança. Aquele lugar sagrado acolherá os restos mortais de todos aqueles e viveram suas vidas consagradas na Província São Maximiliano Kolbe. Também será lugar de grande testemunho aos homens que viveram em santidade, a exemplo de Dom Agostinho.

Nosso Seráfico Pai São Francisco de Assis ensina que a vida é dom, presente de Deus. São Francisco sabia que tudo que havia recebido era dom gratuito, e por isso não queria tomar posse de nada, das coisas, da natureza, das pessoas, dos bens. Soube viver em profunda gratuidade e, assim, apesar de todos os sofrimentos durante a vida e na enfermidade conseguia olhar com fé e esperança para a vida eterna. A dor da vida presente o fazia desejar sempre a docilidade da vida eterna prometida na fé.  No Cântico das criaturas, São Francisco louvava e agradecia a Deus por todos os benefícios que Ele realizara na criação e incluía nesse louvor a “Irmã Morte Corporal”, quando dizia: “Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã a morte corporal, da qual homem algum pode escapar”.

São Paulo dizia que a morte era lucro, pois tinha a consciência de que o estado de vida presente estava em paz com Deus “Para mim, a vida é Cristo, e morrer é lucro” (Fl 1,21), para São Paulo a vida presente era condição para alcançar um estado de graça, permitindo participar da vida de Cristo. “Se com Ele morremos, com Ele viveremos” (2Tm 1,11).  O grande marco e valor da morte cristã se encontra no Batismo, pois o cristão já está sacramentalmente “morto com Cristo”, para Viver uma vida nova. Se morre na graça de Cristo, a morte física consuma este “morrer com Cristo” e completa, assim, nossa incorporação a ele em seu ato redentor, possibilitando viver a graça do Cristo Ressuscitado.

Apesar da dor da perda, na morte e da aparente ausência de tudo, dá a entender que a morte é o fim da peregrinação terrestre do homem. Existe a conquista nesta vida do projeto eterno de Deus, como nos afirma a carta aos Hebreus: “os homens devem morrer uma só vez” (Hb 9,27), dando a nós uma certeza que não existe outras vidas após essa, não há outras oportunidades diferentes de nossas vidas como dom, para alcançar a vida eterna.

Nesse contexto São Francisco de Assis chama a morte de “Irmã”, entendendo a morte como um processo natural da vida, com as finitudes que ela possui (doenças, enfermidades, idade, limitações). Nessas condições, é sempre necessário está em comunhão, estarmos preparados para a vida eterna. Compreendendo sua finitude, buscando a comunhão e graça divina, estaremos sempre preparados para vida eterna.

É nesse contexto de consciência do valor da vida presente, do dom grandioso de Deus que permite vivermos na realidade frágil, com suas finitudes, enfermidades, violências, acidentes, riscos constantes, mas num estado de espírito sempre reconciliado e em plena comunhão com Senhor. Esta alegria e certeza possibilita estar sempre diante da graça divina e do Céu, fazendo que algo tão doloroso e trágico, que é a morte, tenha sentido na vida do religioso que, neste mundo, se torna porta-voz da Esperança.

Nossa Província São Maximiliano M. Kolbe neste ano de São José, Guardião Universal da Igreja, faz a memória da vida frutuosa de Dom Frei Agostinho Stefan Januszewicz, celebrando o 10º ano de seu falecimento. Abençoamos neste dia 20 de março de 2021 o Cemitério dedicado a “Imaculada Conceição” - No Santuário Jardim da Imaculada, tendo futuramente a “Capela Mortuária” dedicada a Imaculada. – Reconhecendo que a vida de Dom Agostinho é imenso exemplo do significado da vida quando se compreende a morte. Um homem que viveu sempre reconciliado com o Senhor, que no seu silencio se dispôs a sempre a ouvir a voz da Imaculada e agindo no presente, tendo sempre em vista a vida eterna.

A bênção do terreno onde será erguido o cemitério dedicado à Imaculada Conceição acontecerá amanhã (20 de março de 2021), às 10h no Santuário Jardim da Imaculada, na Cidade Ocidental - GO. Visando os protocolos de segurança e recomendações da Secretaria de Saúde, a cerimônia acontecerá com quantidade reduzida de pessoas.

Neste ano, ano dedicado a São José, a Carta Apostólica do Papa Francisco diz: "A vida espiritual que São José nos mostra que não existe um caminho a ser explicado, mas um caminho a ser acolhido" (Patris Corde p.15). A Solenidade de São José nos permite vislumbrar suas virtudes: Ele é o protetor da Virgem Santíssima e de Nosso Senhor Jesus Cristo; provedor da Sagrada Família; justo e fiel diante de Deus; amante da Sagrada Família. O Espírito Santo manifesta Deus, sendo os santos manifestações dos valores divinos, por isso é visível em São José o homem que se abre a santidade divina, se abre ao convite e desejo de Deus manifestada pelo Espírito Santo, é um homem orante, ouvinte , obediente que está sempre na dimensão do Céu.
Diz o Evangelho que São José despertou, diante das dúvidas de assumir a Virgem Santíssima como esposa, após o anjo lhe falar em sonho: "Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa." (Mateus 1,16.18-21.24)
São José teve momentos de dúvidas, incertezas, medos e dificuldades ao enfrentar a missão de guardião da Sagrada Família. Os exemplos de dificuldades estavam na não compreensão da Encarnação de Jesus; por não ter um lugar adequado no nascimento de Jesus em Belém e na ameaça de morte trazida pelo Rei Herodes. Diante de todas essas dificuldades soube ouvir, acolher e cumprir a determinação do Senhor. O céu interveio no bem da Sagrada Família, através das virtudes de São José. Pedimos a Deus na missão de frades a coragem de São José, que a assume a vocação com amor. A oração de São José, que foi o fiel adorador a Jesus na manjedoura, o temor de São José que acolhia a ação do Verbo eterno de Deus tem sua vida, a missão de São José que protegeu a Sagrada Família do mal. São José intercedei por nossa Província São Maximiliano M. Kolbe. Como Santa Tereza de Jesus dizia: “Tomei a São José por meu advogado e protetor e não me lembro de ter-lhe pedido algo que não me atendesse (…) quisera persuadir o mundo inteiro a ser devoto deste glorioso Santo”.

Oração de São José

Lembrai-vos ó glorioso São José
Puríssimo esposo da Virgem Maria e doce protetor nosso
Que jamais se ouviu dizer
que alguém tivesse invocado a vossa proteção
Implorado por vosso socorro e não fosse
por vós consolado e atendido
Com esta confiança venho a vossa presença
e a vós, fervorosamente, me recomendo
Não desprezeis a minha súplica
ó Pai adotivo do Redentor
Mas dignai-vos a acolhê-la piedosamente
Assim seja.

Terça, 23 Fevereiro 2021 21:19

Aula inaugural e 25 anos do ISB

 

Aconteceu ontem (22) a Santa Missa e aula inaugural do Instituto São Boaventura (ISB). A celebração foi presidida pelo Frei Gilberto de Jesus, Ministro Provincial, e concelebrada por demais frades presentes. Dentre eles, Frei Clévis Mafra, Custódio do Maranhão; Frei Lanoil, formador do noviciado em Santa Maria; Frei Enis Cláudio, vice formador do noviciado; frei Flávio Amorim, formador do pós noviciado na Asa Norte; Frei Mayko Ataliba, vice formador do pós noviciado e Frei Paulo Maria, secretário provincial. Estiveram também presentes nossos irmãos do Instituto Divino Mestre, alguns Pavonianos, professores a alunos leigos.

A Santa Missa foi seguida da aula de abertura do ano letivo de 2021. A aula inaugural aconteceu no auditório do ISB, respeitando o distanciamento social e o uso obrigatório de máscaras pela segurança dos presentes.

O ISB completou seus 25 anos. A sua origem é datada no ano 1995, quando o então Custódio, frei Miescislaw Tlaga, designou ao frei João Benedito, a importante e grande missão de criar uma instituição de ensino para os frades presentes e futuros da Custodia ou Província. Nestes 25 anos se formaram inúmeros religiosos, religiosas, sacerdotes e leigos. O ISB se tornou um grande centro de estudo acadêmico para seminaristas em Brasília ao longo dessas duas décadas e meia.

A Província confia uma importante missão ao frei Emanoel Afonso, como Reitor do Instituto São Boaventura neste ano de 2021. Ele tem o desafio de proporcionar o crescimento, favorecer a qualidade do ensino, mantendo a capacidade de pesquisa e reflexão, sem perder a essência religiosa. Tem ainda a missão de lutar pelo credenciamento dos cursos junto ao MEC. Na Santa Missa da Cátedra de São Pedro lembramos a fala de São Francisco de Assis a Santo Antônio: Chamando Santo Antônio de seu bispo e pedido que ensinasse a sagrada teologia sem perder o espírito de oração. O ISB guarda esse pedido de avaliar a necessidade extrema de valorizar os estudos sem perder a essência e valores religiosos.

O grande ideal do Instituto São Boaventura tem sido aliar a capacidade de pesquisa, diversidade filosóficas e teológicas, sem perder o censo religioso. Por isso, rezamos a Santa Missa de abertura ontem (22) para que a graça de Deus acompanhe a Direção, os professores e alunos neste ano acadêmico.

Como estudantes de filosofia e/ou teologia é necessário sempre lembrar o projeto assumido pelos religiosos. Com certeza precisamos do conhecimento, mas não podemos abandonar a verdade revelada, que pode ser confrontada, mas de forma alguma deve ser negada. Como Província e Ordem, o Instituto São Boaventura permanece fiel à Igreja e aos valores, deixando sempre fecundar a razão, a pesquisa, a investigação e a intuição acadêmica, mantendo sempre a perene novidade do Evangelho de Cristo.

E necessário ter clareza e consciência de que a existência de um Deus que é amor, pressupõe uma verdade a ser buscada, valorizada e amada no estudo acadêmico.
É necessário seguir a verdade desse Deus, não de forma individualista, numa lógica competitiva, mas na consciência de sermos teólogos e filósofos que buscam a verdade. Não podemos fazer com que nosso estudo seja uma busca por uma ilusão, criando teologias ou filosofias próprias ou ainda usando sua ideologia como verdade pessoal, mas com a consciência que estamos mergulhados num mundo acadêmico, de muitas possibilidades, mas com uma verdade revelada. Alguns de nossos estudantes, religiosos ou leigos têm investido em seu estudo acadêmico a três, quatro, sete anos. Outros iniciam agora, sendo 2021 o primeiro ano. O importante a vocês que investem suas vidas no estudo, é não perder a centralidade do projeto religioso, o senso de fé deve sempre estar em vossos corações, ainda que na empreitada dos estudos.

O estudo e a pesquisa são imprescindíveis ao repensar os grandes temas da fé cristã. Dentro de uma cultura profundamente transformada, devido ao desenvolvimento científico, técnico e dentro de uma cultura cristã onde nasceram visões distorcidas do Evangelho que sugere tantas denominações religiosas.

A filosofia e a teologia ajudam todos os cristãos a anunciar o rosto salvífico de Deus. Um Deus misericordioso, que mesmo diante das diversidades de teorias e compreensões tão presentes na atualidade, é um Deus real, com presença teológica.

O Papa Francisco, no Vaticano News 29 de dezembro de 2017, no discurso aos teólogos, que se estende também aos filósofos, diz que “(...) não se deve perder a capacidade de maravilhar-se nos estudos. Pois o estudo da teologia e da filosofia deve ser realizado de joelhos e na Igreja, pois a teologia nasce e cresce de joelhos" indicando que, embora seja necessário no mundo acadêmico "arriscar-se nas discussões" e nas teorias, é importante nunca levá-la ao povo de forma especulativa, pois o povo já deve receber um alimento sólido que nutre a fé. Portanto, se aprende a discutir, aprende a reconhecer os valores do conhecimento acadêmico, devolvendo como tesouro ao povo. O estudo acadêmico é bom, é necessário para abrir os horizontes, mas não se pode esquecer as verdades fundamentais que regem a vida do religioso como diz São Boaventura: "Não basta a leitura sem a unção, não basta a especulação sem a devoção, não basta a pesquisa sem maravilhar-se; não basta o trabalho sem a piedade, a ciência sem a caridade, a inteligência sem a humildade, o estudo sem a graça de Deus.” Por isso, desejamos que todos os alunos – leigos e religiosos – nosso corpo docente e cada um dos formadores tenham força e fé para o início desse ano acadêmico.

Paz e Bem.

 

Copyright ©2021. Todos os direitos de imagem pertencem à PASCOM do Santuário São Francisco de Assis e à Província São Maximiliano Kolbe.

A Província São Maximiliano Maria Kolbe do Brasil parabeniza os confrades que estão em João Pessoa – PB nesse 15º aniversário da nossa presença na Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Cristo Redentor. Eles estão testemunhando a fé e sendo exemplos de religiosos franciscanos diante do povo de Deus. Nossos parabéns aos confrades e à todo o povo de Deus que participam da Paróquia Nossa Senhora Aparecida e que a compunham desde o seu princípio, tornando possível esses 15 anos de existência.

Nossos mais sinceros parabéns.

Paz e Bem.

Aconteceu hoje (06), no Santuário Jardim da Imaculada, na Cidade Ocidental-GO, a Profissão Simples do Frei João Vitor Gomes da Fonseca da Silva (OFMConv.), Frei Christian César Silva Santos (OFMConv.) e Frei Thiago da Silva de Oliveira (OFMConv.). A Santa Missa foi celebrada pelo Ministro Provincial, Frei Gilberto de Jesus (OFMConv.) e concelebrada pelo Vigário Provincial, Frei Flávio Amorim (OFMConv.); pelo guardião do santuário, Frei Amilton Nascimento (OFMConv) e demais sacerdotes presentes.

Durante sua homilia, Frei Gilberto falou sobre os votos simples - pobreza, obediência e castidade - e explicou o valor de cada um deles para a vida religiosa. O Ministro Provincial destacou a importância de viver a pobreza, como o próprio Cristo que nasceu na palha e morreu na cruz. Pobreza essa, que também São Francisco adotou pra si, despindo-se de todo luxo e riqueza. Falou também sobre a necessidade de os novos frades viverem a obediência como Jesus, que foi até as últimas consequências, até a morte e morte de cruz por obediência a Deus. Tal qual o Pobrezinho de Assis que nos mostrou que o voto de obediência não está ligado à escravidão, pelo contrário, é um voto de liberdade, de amor e confiança no Senhor. Por último, mas não menos importante, o frade pautou o valor da castidade pela capacidade de compreender e alcançar a pureza da alma. A castidade exige uma dedicação máxima de cada religioso e com a vivência desse voto, Francisco viveu a pureza de corpo e alma. Ele dizia que a água é casta e tudo que entra em contato com ela tornar-se-á puro também. Assim sendo, o religioso casto é capaz de transmitir essa pureza ao próximo.

Após explicar cada voto e a importância deles para o religioso, frei Gilberto continuou dissertando sobre a vida em comunidade, disse que os votos trazem a exigência de que os frades se relacionem com o Deus e também com o seus irmãos. É uma vivência que exige uma vida plena com o Pai. Destacou ainda que, se Jesus vivenciou o sofrimento, os novos frades também devem vivenciar. Viverão a cruz de cada dificuldade em comunidade através do voto religioso. O frade terminou com o seguinte cumprimento: "Que vivam sua vida comum da melhor forma, como São Francisco viveu".

Além dos recém professos simples, estiveram presentes parentes e amigos, membros da terceira ordem, os irmãos das outras casas de formação e seus formadores e vice-formadores e alguns professos solenes. Após a celebração, houve um almoço fraterno.

De 1º a 5 de fevereiro, aconteceu o Retiro Provincial dos Frades Franciscanos Conventuais da Província São Maximiliano Maria Kolbe. O retiro aconteceu no Recanto da Rainha dos Mártires Claretianos, em Águas Claras sob um tema bíblico: "Quero dar-te graças... Em Ti quero alegra-me e exaltar” (Sl 9,1)
Durante os dias de recolhimento, refletiu-se sobre a caminha da vida religiosa, sobre os votos e o apostolado. Estiveram presente os representantes dos diversos conventos do Centro-Oeste.
Os frades contaram com a palestra do Exmº Revmº Dom José Ruy Gonçalves Lopes (OFMCap), da Diocese de Caruaru. Diversos temas de cunho religioso, sobre a valorização da vida religiosa e sobre a necessidade de deixar Deus falar aos nossos corações foram abordados pelo bispo.
Dom Ruy lembro ainda o valor do valor de suas vidas consagradas e do ministério sacerdotal. Mostoru ainda a importância de conhecer a centralidade da própria vocação, conhecendo a si mesmo e, consequentemente, sendo um sinal visível de salvação para si e para o mundo, para as pessoas que têm fé e que precisam de mediação da igreja para alcançarem a salvação eterna.

Origem da devoção a Nossa Senhora das Candeias

A origem da devoção a Nossa Senhora das Candeias (também conhecida como Nossa Senhora da Candelária ou Nossa Senhora da Luz) iniciou-se na festa da apresentação do Menino Jesus no Templo e na da purificação de Nossa Senhora, que ocorre quarenta dias depois de seu nascimento (sendo, assim, comemorada no dia 2 de fevereiro). De acordo com a tradição mosaica, as parturientes, depois de darem à luz, ficavam impuras, não podendo entrar nos templos nos quarenta dias seguintes do parto. Passados os quarenta dias, tinham que se apresentar ao sumo-sacerdote, para apresentar o seu sacrifício (um cordeiro e duas pombas) e assim obter a purificação. Assim, José e Maria logo se apresentaram no Templo e foram acolhidos por Simeão, para realizar o sacrifício. Simeão, profeta, revelou ao casal as maravilhas relacionadas ao Menino Jesus, disse a eles: “Agora, Senhor, deixa partir o vosso servo em paz, conforme a Vossa Palavra. Pois os meus olhos viram a Vossa salvação que preparastes diante dos olhos das nações: Luz para aclarar os gentios, e glória de Israel, vosso povo” (Lucas, 2,29-33). A palavra “candeia” significa vela, tocha, lâmpada.

Aparição de Nossa Senhora das Candeias

Nossa Senhora das Candeias fez sua aparição no ano de 1400, em uma praia da ilha de Tenerife (Ilhas Canárias, Espanha). Os nativos da ilha, que eram conhecidos como guanches, sentiram medo da Virgem e tentaram atacá-la, mas não conseguiram, já que a aparição paralisou suas mãos. Depois disso, guardaram a imagem em uma caverna, onde, após vários anos, foi construída a Basílica Real da Candelária (em Candelária). Anos depois, a devoção chegou até a América, onde se espalhou ainda mais. Nossa Senhora da Candelária é a padroeira das Ilhas Canárias.

Invocação e expansão do culto

Nossa Senhora da Candelária era, por tradição, invocada pelos cegos, fato que foi afirmado pelo Padre António Vieira ao assim dizer: “Perguntai aos cegos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora das Candeias […]”. Além disso, Nossa Senhora das Candeias se tornou bastante cultuada pelos portugueses desde o século XV. De acordo com a tradição, essa devoção se deve a Pedro Martins, que era um fervoroso devoto de Nossa Senhora. Ele encontrou no sítio de Carnide, que fica em Lisboa, uma imagem de Maria sendo iluminada por uma estranha luz. Construiu-se no sítio, então, um convento e uma igreja dedicados à Virgem das Candeias. Com isso, a devoção a Nossa Senhora das Candeias aumentou ainda mais, já que foi difundida pelos portugueses nas regiões colonizadas, principalmente no Brasil, onde a Virgem da Candelária se tornou a Padroeira de Curitiba.

Oração a Nossa Senhora das Candeias

“Virgem Santíssima das Candeias, vós que pelos merecimentos de vosso Filho Onipotente, tudo alcançais em benefício dos pecadores de quem sois igualmente Senhora e Mãe. Vós que não desprezais as súplicas humanas e nem a elas fechais o vosso coração compassivo e misericordioso. Iluminai-me, eu vos peço, na estrada da vida, encorajai-me e encaminhai os meus passos e as minhas orações para o verdadeiro bem. Livrai-me de todos os perigos a que está exposta à minha fraqueza. Defendei-me de meus inimigos, como defendeste o vosso amado Filho das perseguições que sofreu sendo menino. Não consintais que eu seja atingido por ferro, fogo e nem por peste alguma, e depois de todos estes benefícios de vossa clemência nesta vida, conduzi a minha alma para a morada dos anjos, onde com Jesus Cristo, vosso Filho e Nosso Senhor, viveis e reinais, pelos séculos. Que assim seja.”

 

Fonte: Cruz Terra Santa

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